Apesar da pouca idade, sou do tempo que jogador disputava no mínimo 3 jogos por semana e não fazia cruzada contra um fictício cansaço. Reclamava sim de ter que jogar 6 da manhã num dia, 2 da tarde no outro e 10 da noite no seguinte (peculiaridades do calendário do futebol brasileiro A.P.C ((Antes dos Pontos Corridos)), mas não do fato de jogar quarta e domingo. Hoje, 2 jogos por semana é muita coisa e a cretinada boleira atribui os insucessos a essa "maratona". Dizem que jogar duas vezes por semana ocasiona em falta de ar, escassez de sêmen, esbranquiçamento das fezes, dores no céu da boca, bochechas rosadas, aftas, inchaço nos mamilos e interrupção do ciclo menstrual. E aí eu lhe pergunto, caro amigo: Dá pra levar a sério uma "classe" dessas? Trabalham em média 3 horas por dia, fazem o que mais gostam (e quando o técnico resolve dar treino tático - que eles consideram "chato" -, inventam dorzinha no canto do cu e ficam serelepando pelo clube social), ganham bem pra caralho e suas maiores preocupações são: 1) - "Será que vão falar mal do meu cabelo?" 2) - "Espero que a diretoria não me coloque como número 24 na inscrição do torneio." 3) - "Espero que apenas umas 5 mil pessoas me vaiem." 4) - "Tenho que cavar algumas faltas pro meu empresário terminar o DVD." Mas o pior disso tudo é que essa "reivindicação" da vagabundagem boleira é apoiada sexualmente pelos justiceiros sagrados, paladinos da moral e da ética dominantes na imprensa esportiva brasileira, como o senhor Chupa Kfouri e demais petucanitos arrombados que fizeram de tudo (inclusive receber espermatozóides em sua boca com mais receptividade do que o cidadão comum carioca receberia o Jack Bauer para comandar o BOPE, bochechar, jogar num copo, fazer uma vitamina com banana e aveia e ingerir novamente) pela adoção desse escárnio descaralhado que é a fórmula dos pontos corridos, assassinando a distribuição inigualável no mundo de grandeza entre seus protagonistas, a emoção, a excitação e o sentido do futebol brasileiro. O esporte bretão supracitado é marcado pelos jogadores e times que conquistaram os momentos decisivos, e não por conglomerados de filhos da puta bem treinados que conseguem passar 9 frígidos meses tirando 2 pontos em 3, como se isso tudo fosse uma porra de uma meta empresarial de faturamento. "Puta que pariu", diria o saudoso Mussum se ainda habitasse o nosso mundo. E se não bastasse essa transformação do macho futebol brasileiro numa donzela que usa pó-de-arroz (que me desculpem os pederastas tricolores, mas isso é uma tremenda viadagem - e porra, vocês adoram dar o cu mesmo, querem que eu fale o que?) pra disfarçar o aspecto azulado que a barba deixa no rosto, faz a sobrancelha e cuida dos cílios, agora eles querem a adoção do calendário europeu (aquele cocô amolecido que começa num ano e termina no outro) pra instaurar de vez a Lei HomoMarcial no único setor de excelência desta merda de país.
Também já vimos na imprensa esportiva brasileira campanhas contra o uso de palavrões nas músicas de torcidas (esses dadores de cu recitam Shakespeare quando jogam futebol?), a favor da censura, provocações e das comemorações ácidas que penetram no adversário em questão uma zarabatana de carne torcida em 34 graus pra direita. Sintetizando, querem que o futebol vire um esporte dominante nos clubes sociais fechados, frequentados por mauricinhos que admiram mais uma pulseira da Vivara com rubi esculpido do que uma showxota saltada, porém, firme, e tendo como figura padrão de torcedor o McCauley Culkin com uma camisa do São Paulo e um boné do Chicago Bulls.
O verdadeiro futebol tem mata-mata, final e jogos decisivos onde o time que fez a melhor campanha leva um chafariz de porra no esfincter duodenal simplesmente porque o outro time teve uma mega-ereção no momento decisivo. O futebol tem no mínimo 2 jogos por semana (um na altitude de 4000m e outro no pior estádio do Piauí as 16h, sob um Sol amigável de uns 46 graus), o futebol tem palavrão, carrinho, provocação, jogadores mentalmente aloprados que desandam a falar merda (e não são punidos por um tribunal que exala homossexualismo pelo ar-condicionado e que é composto por bibas que gostam de cheirar virilhas alheias), porradaria entre as torcidas, perobagem entre canais esportivos de TV por assinatura na ânsia de comprar os campeonatos e, por decorrência, diversas falências, entre outros ingredientes que foram retirados e deixaram a grande diversão do povo "meio sem-graça, porém, aturável", como a Fernanda Torres. Mas nada comparável a "antigamente" (A.P.C/2003), onde o futebol era uma Natasha Bedingfield e nos fazia aguentar 8 seguidas sem tirar de dentro, obrigando o organismo a expelir suco gástrico pelo piru devido a falta de sêmen presente nas 3 últimas.
Deixo registrado o meu apelo: Parem com a fluminensização do futebol brasileiro.
Roma surpreendente
A gente acha que a Roma não consegue mais superar o seu próprio limite do ridículo e sempre acabamos tendo uma surpresa. A última mijada na teta da loba foi dada pelo Manchester reserva (provavelmente a primeira vez que um time poupa o time titular num mata-mata da Liga dos Campeões), com direito ao De Rossi mandando um pênalti no colo do Otávio Augusto, via fenda no tempo aberta pelo chute.